segunda-feira, 26 de novembro de 2012

“Black Fraude”: a tentativa frustrada de imitar os americanos


Na última sexta-feira, dia 23, milhares de brasileiros se encheram de expectativas para obterem descontos e oportunidades de compra na Black Friday - imitação do evento norte-americano conhecido mundialmente por sua queima de estoques com descontos arrasadores. Entretanto, por aqui não foi bem isso o que ocorreu, tanto que o evento ficou conhecido nas redes sociais como "Black Fraude".

Impossibilidade de acesso a sites, maquiagens de preços, promoções erradas e oportunismo foram apenas alguns dos problemas que tiveram que ser suportados por aqueles que acreditaram que a Black Friday do Brasil seria algo confiável. Os consumidores, por sua vez, usaram o Facebook e o Twitter para denunciar abusos e demais tentativas de enganação por parte dos empresários brasileiros.

O Black Friday foi criado nos EUA para que as empresas pudessem "queimar" seus estoques, jogando produtos antigos a preços realmente convidativos, fazendo com que o comércio incrementasse suas vendas e pudesse receber os novos produtos visando o Natal.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Redes sociais ou lojas virtuais?


É para poucos. Mas não custa um centavo clicar na foto do paletó e curtir ou compartilhar, quando a pessoa tem simpatia pela marca e quer indicá-la aos amigos. Baseado nessa lógica, tão simples quanto inexplorada, começa a surgir uma promissora geração de serviços híbridos formada por comércio eletrônico e rede social, o chamado social commerce. O paletó é caro demais e poucos vão compartilhar? Então imagine essa lógica aplicada a um tênis, uma capinha para smartphone ou um livro interessante com o qual você esbarrou ao ver os posts de seus amigos nos murais online.

As duas primeiras startups a experimentar com sucesso o social commerce foram as redes Pinterest e The Fancy. Elas usam uma mistura bem-feita de álbum de fotos com loja virtual em que o público serve como curador, divulgador e cliente ao mesmo tempo. Após se cadastrar em um desses sites, o usuário clica nas fotos de que mais gostou entre várias imagens de produtos e, a partir daí, começa a ver sugestões de outros itens semelhantes. A mágica? Junto das belas imagens sempre há uma etiqueta com o preço e o link para comprar o produto. Está aí uma forma interessante de transformar a audiência gigantesca das redes sociais em dinheiro.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Ferramentas online criam novo cenário de combate à corrupção


Hoje, com um email, alguns cliques ou uma mensagem de texto, é possível - em poucos segundos - fazer denúncias de todo o tipo em sites como I Paid a Bribe ("Eu paguei propina", www.ipaidabribe.com), o brasileiro Contas Abertas (www.contasabertas.com.br) e a plataforma que produz mapas Ushahidi (www.ushahidi.com).                      

"O boom da internet foi o ponto de partida para termos acesso à informação. Deixamos para trás aquele tempo de repartições públicas e de arquivo morto", diz à BBC Brasil o economista Gil Castelo Branco, secretário-geral do site Contas Abertas, que recebe e investiga suspeitas de irregularidades e denúncias de corrupção no governo.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Censura nas mídias sociais - pode?


 
As mídias sociais parecem reinar absolutas quando o assunto é democracia: nelas qualquer um de nós pode se expressar da maneira que quiser, sobre a própria vida ou qualquer outro assunto que julgar pertinente. Entretanto, com tamanha liberdade é comum encontrarmos exageros e falta de bom senso, como foi o caso da estudante de direito Mayara Petruso, condenada por postar mensagens preconceituosas contra nordestinos no Twitter na época das eleições de 2010.

Por conta de manifestações racistas e "pornográficas", inclusive, é que as principais redes sociais, como Twitter e Facebook, criaram ferramentas para coibir e punir publicações que agridam outros usuários. Até aí, tudo tranquilo. O problema começa quando os parâmetros decisórios do que pode ou não ser postado começam a se confundir com censura ou, até mesmo, com outras formas de preconceito.

A ONG Associação Cultural Visible Madri, por exemplo, publicou em sua fan page uma foto de dois homens se beijando, e foi excluída pelo Facebook por ter violado o Código de Ética do Facebook que diz que “não devem ser postadas imagens de natureza sexual ou que se referem a assuntos delicados”. A foto era do conceituado artista espanhol Juan Hidalgo e fazia parte do programa "Arte gay busca casa". Outro caso emblemático foi o desenho de um mamilo na página da revista The New Yorker, o qual teve sua página banida temporariamente no mesmo Facebook.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Redes sociais não são vilãs


 
                               


Pesquisas e reportagens sobre os males causados pelo uso desenfreado de redes sociais surgem a toda semana; há poucos dias, o próprio Facebook, ao se comparar a um bolo, advertiu que doce demais faz mal, e de tempos em tempos aparece alguma consultoria dizendo que esses sites são como drogas. Mas será que são tão ruins assim? Afinal, mais de 1 bilhão de pessoas usam o Facebook ao redor do mundo, o Twitter passou dos 500 milhões e outros serviços do gênero caminham para alcançar números semelhantes.

Um dos principais pontos que as plataformas virtuais têm a seu favor é o fator social, a coragem que proporcionam aos seus usuários. Muitas vezes o sujeito é tímido demais para se socializar, e redes como Facebook, Orkut, Twitter dão um empurrão. Esses sites, diz a psicóloga Luciana Ruffo, do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC-SP, criam "a possibilidade de aproximar pessoas e fazer com que elas pertençam a um grupo e, muitas vezes, ajudam-nas a encontrar apoio numa hora difícil".

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Redes sociais e o governo chinês


O governo chinês tem cada vez mais dificuldades para impor a censura nas redes sociais, onde os usuários, especialmente os mais jovens, conseguem driblar com habilidade o controle do regime e se livram do medo de falar, com o otimismo de estar gerando uma mudança. Essa é a situação que precisará ser encarada pelos novos líderes que sairão do iminente 18º PCCh (Congresso do Partido Comunista) e que governarão o país na próxima década.

"As redes sociais estão gerando uma revolução cívica", comenta à Agência Efe uma estudante de comunicação chinesa que, apesar de se oferecer para falar abertamente o que pensa, ficou reticente quanto a divulgar seu nome real a um veículo estrangeiro. Parte do medo de falar continua latente na China, devido ao aparelho censor do país asiático, um dos mais sofisticados do mundo.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Mídia social – seu currículo digital


O que você comenta nas redes sociais? Como você se comporta? Que tipo de conteúdo gera? Não existe diferença entre on e off (no que se refere a bons costumes), então fique sempre atento a forma como você se comporta digitalmente.

É importante lembrar também que o conteúdo positivo ou negativo gerado na rede possui uma possibilidade bem maior de viralização, atentas a esse aspecto muitas empresas já utilizam as plataformas sociais para consultar os perfis dos candidatos como parte do processo seletivo de contratação.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Professores são proibidos de interagir com alunos na internet



Em Nova York, o Departamento de Educação foi radical: publicou recentemente um guia de orientação voltado aos professores e que os proíbe de se comunicar com alunos em blog e redes sociais - vale para Facebook, Twitter, YouTube, Google+, Flickr e qualquer outro similar. Segundo o Social Media Guidelines, caso a utilização de um perfil online esteja ligada à realização de uma atividade pedagógica, é preciso criar uma conta profissional. Ainda assim, não se deve adicionar estudantes. O documento é apresentado como um guia que ajuda "funcionários e estudantes a utilizar as mídias sociais de uma maneira segura e responsável".

Por aqui, as escolas adotam medidas diversas. Há quem se aproxime da visão americana. É o caso da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri, em São Paulo, cujos professores também não devem manter contato com estudantes via redes sociais. "Pedimos que eles não adicionem os alunos, até para evitar problemas caso alguém adicione um professor e o docente, por descuido, não aceite. Pode acontecer acidentalmente, e nós queremos evitar esses problemas", explica o coordenador de tecnologia educacional da escola, Francisco Amâncio Cardoso Mendes.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Educação e Mídias Sociais: uma relação de conflito para um casamento perfeito


O mundo é 2.0 ou, às vezes, além disso. Nós respiramos informação, interação e relacionamento em tudo que nos cerca, ou quase. Reunir amigos, trocar informações, marcar aquela balada ou até ficar “famoso” não é mais tão difícil. Porém, quando o assunto é aprendizado, as mídias sociais são deixadas de lado. A razão: alegam as ferramentas como meio de distração, não de construção do conhecimento. Por quê?

Será que banir as mídias sociais, que são fonte da realidade de construção e interação coletiva, do contexto educacional? Seria melhor usá-las e adequá-las ao meio social, quebrando uma barreira tradicional de como as escolas ensinam? O problema seria a metodologia do sistema, que não se adequou a nova identidade do aluno, ou seria das redes sociais, que dispersam a atenção dos mesmos?

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Educação sobre privacidade no Facebook


O Facebook lançou uma campanha de educação de privacidade expandida para novos usuários, com foco em configurações padrão, acesso do usuário aos seus próprios dados e sobre como decidir com quem serão compartilhadas as suas informações.

Em um comunicado divulgado no site, a rede social informou que o novo esforço voltado à educação ajudará usuários a entender como funciona o compartilhamento de informações no site e como eles podem controlar os dados compartilhados. O site recebeu orientações do Gabinete do Comissário de Proteção de Dados da Irlanda para o esforço, disse a empresa.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Brasil, Alemanha e Bélgica: três formas de lidar com o Google


Na Alemanha, um projeto de lei prevê obrigar o Google a pagar comissões aos editores jornalísticos; no Brasil, os jornais se retiraram do Google Notícias; na Bélgica, o Google parou de listar os sites dos jornais: três países, três formas de lidar com o gigante americano da internet.

Alemanha pelo “Google Lex”

 O governo alemão adotou no fim de agosto um projeto de lei destinado a proteger a propriedade intelectual dos editores jornalísticos na internet, obrigando portais de busca a pagar-lhes uma comissão. O Google não é a única empresa afetada pelo texto, que afetará também alguns blogs e sites especializados.

A medida é reivindicada há tempos pelos grandes grupos de imprensa do país. Mas a adoção do projeto de lei pelo Parlamento não é certa, já que a esquerda critica fortemente ao texto. Na Itália, a Federação de Editores de jornais pediu ao governo uma lei similar.